quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


  Memórias , é o que guardo e relembro com muita emoção .
 Alguém que nos dias de hoje eu lembro vezes e vezes sem conta , é o meu avô. Grande pessoa e também um grande homem . O meu avô era exigente , trabalhador ,determinado e justo, normal visto que nos tempos dele tudo era diferente . Nada ligado às tecnologias , nem às nossas "Modernices".
Lembro me de tudo como se fosse ontem, brincadeiras , conversas e até histórias , algo que recordo com muita emoção . O meu avô para mim foi e para sempre será um exemplo de homem, e não há mais ninguém no mundo que eu queira agradar que não seja ele (tirando a minha mãe).
No dia 17 de Maio de 2012 recebi a triste chamada de que ele tinha falecido . Senti me mal , senti  como se tudo o resto não fizesse o mínimo sentido , sabendo que ele já estava muito doente sempre pensei que ele viveria muito mais tempo. O impacto foi imenso mas passando umas horas pensei realmente que era o melhor , acho que não iria aguentar vê-lo acamado , a descambar dia após dia , francamente isso era algo que não me iria confortar . No entanto sei que no céu ele está , e de certeza que está a ter a paz que sempre mereceu . O que mais me confortou foi as condolências do meu avô em que dizia , "Parti para uma nova viagem. Deixo os melhores momentos , que vivemos juntos . Recordar é um dom da vida , viver é o sentido da morte . Vive e sê feliz por mim , na graça de Deus".
Salvador 1938 - 2012


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Olá diário, hoje é a primeira vez que escrevo aqui.
Na minha opinião é muito bom ter um caderno onde eu possa escrever todas as minhas coisas sem que ninguem saiba, mas para que serve escrever um diario se ninguem o vai ler?
Sempre tive esta questao...
Hoje meu dia foi normal, fui á escola, almoçei em casa, e depois fui para o ginasio.
Tenho que ir, a minha mae esta-me a chamar para ir jantar, até amanha.

sábado, 24 de janeiro de 2015

O último dia

        No caminho para a escola, para o meu último dia de aulas, observava atentamente os lugares por que passara todos os dias durante os últimos três anos. Queria despedir-me da Rua das Árvores, do túnel e da pastelaria da Sra. Gorda, como lhe chamávamos. Quando cheguei, deparei-me com o palco improvisado. Eu ia cantar em frente à escola toda! Pelo menos não me iriam ver no ano seguinte... Olhei para os meus colegas expectantes pela nossa participação e apercebi-me de que iria ser uma das últimas vezes que estaríamos juntos. Ia mudar de escola e não só seria um novo ambiente, como sabia que muitas das amizades perder-se-iam. Nem tive tempo para deprimir porque ouvi a anunciarem a minha turma minutos depois e fomos para o palco. À minha frente, estavam dois microfones e uma quantidade enorme de olhos postos em mim. Senti um friozinho na barriga e a garganta seca. Os meus colegas começaram a tocar “About a Girl” dos Nirvana e eu cantei… no microfone que estava desligado. Um dos meus momentos mais embaraçosos. Eles recomeçaram e, desta vez, ouvi a minha voz nas colunas espalhadas pela escola. Perdi-me na música e aproveitei o momento. Descobri aquilo que queria fazer na minha vida! Seguiu-se uma despedida deprimente. 
A Nuvem
Querido Diário

Hoje esta um dia muito triste, negro , cinzento e chuvoso...
Ainda não sei o que vou fazer hoje mas provavelmente não vou sair de casa...
Que seca...Provavelmente vou ver um filme com os meus pais e á noite... ainda não sei o que vou fazer...
Os meus pais estão me a chamar vou ver o que eles querem, daqui a um mês volto a escrever até lá fica bem diário.






                                                                                                                        Autor: Bernie

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Querido H,

Há quanto tempo! Há muito que não falávamos. Não faço ideia a última vez que te vi ou que falámos, mas prefiro lembrar-me dos poucos momentos que me lembro de nos ver juntos. Tempos bem recentes até, que ainda tenho a vida pela frente, mas bem longes. Longes em espaço, tempo, situação. Na verdade até estás bem perto de mim, vejo-te quase todos os dias, mas é raro o dia em que falamos. Falar a sério, uma conversa com mais de 2 falas. Nunca sei o que te dizer também, sinceramente, mas acho rídiculo, que nós, que gostamos de falar de tudo e todos, não arrumemos um assunto por mais idiota que seja. Conversas idiotas são boas. Apesar deste silêncio perturbador, não me passas despercebido e vou observando-te, o teu dia-a-dia e os teus passos. Como a pessoa que vês todos os dias no comboio, mas também como aquele teu grande amigo com quem tanto falas. A pessoa que eras e a pessoa que és. Lembro-me perfeitamente do quão eras importante para mim, das nossas brincadeiras e de todos dizerem que éramos super parecidos. Lembras-te da aranha? E das tuas alcunhas? Nem sempre estavas lá, mas ficavas, percebes? Tenho saudades tuas. Do tal 'eras'. Hoje, parece que não existe mais, como se nunca tivesse existido. Não sei se te tornaste uma pessoa diferente ou fui eu que te passei a ver com outros olhos. Não sei se merecias o meu perdão, mas as memórias nunca vão embora. Tornámo-nos pessoas diferentes, em que uma simples conversa de "como foi o teu dia" já é uma novidade. Não sei se é de ser fria ou de seres tu mesmo, mas não consigo me esforçar um mínimo para fazer voltar tudo ao normal. E tu também não, porque apesar de notar o teu esforço, as atitudes certas valem mais do que todas as palavras. E só gostava que mudasses as tuas e fizesses com que a minha mente fosse mais forte que as memórias.

Com um beijo da "Kita"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

22 Novembro 2014

O que é que conta mais, a felicidade ou o dinheiro? Eu não sei, apesar de estes dependerem um pouco um do outro na verdade. Mas considero-me uma pessoa que não liga muito a bens materiais, faço a minha própria felicidade independentemente do dinheiro ou a falta dele. Porém tenho sempre as minhas dúvidas; o que é que os outros preferem? Serei eu o único diferente nesta história? Volto a dizer que não sei, não sei e não sei. Mas estou bem assim e é assim quero ser: feliz.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

22 de Março de 2010

Hoje o meu dia não podia ter corrido de uma maneira pior. Sinto-me insignificante e importante ao mesmo tempo. Não entendo. Muitas vezes não nos apercebemos do quão significantes para os outros são as decisões ou as atitudes que mais simples nos parecem vistas a partir do nosso ponto de vista. Não quero saber como os outros me vêm, até tenho medo de pensar nisso na verdade. Já cá não escrevia há algum tempo, mas voltarei brevemente. Vou tomar um chá e ver se consigo adormecer.